o homem plantado
é primavera
primavera no rio
um dia azul e verde e branco e
tantas são as cores dessa cidade
de tantos matizes
matisse diria...
não, nada
sem divagações:
a tarde é linda
volto de uma longa viagem
rumo afinal a algum descanso
imerecido, vá lá, mas necessário
e sozinha rio desse rio
enfim seco, fresco e colorido
rio, mansa que sou
e louca,
respiro profundamente
o ar leve das florezinhas multiplicadas
doida tabuada nas fachadas,
árvores e canteiros
e nos vestidos das moças trajadas de eterna alegria
surge então,
de uma jardineira em concreto urbano,
uma estranha flor
que estica os braços,
se espreguiça,
ergue o corpo
é um homem
é primavera
rio de janeiro
a-moral?
vida que segue
ainda vai chover
Belo texto, Piccola, dá prazer a leitura. Beijos
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